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Você está em: Doença Venosa Crônica - A doença mais comum das pernas.
Veias são vasos que trazem o sangue de volta ao coração a partir dos diversos órgãos ou tecidos do corpo. O retorno do sangue dos pés e pernas tem que vencer a gravidade, pois o ser humano está em pé grande parte do dia. Doença Venosa Crônica (DVC) é a dificuldade de retorno do sangue das pernas ao coração provocada, em geral, pela falha das válvulas venosas que dirigem o fluxo do sangue nesse sentido. O quadro clínico é variado e a característica principal é o aparecimento das varizes. Varizes são dilatações e tortuosidades de veias que ocorrem preferencialmente nas pernas.

A manifestação clínica varia desde um problema estético até seqüelas graves como feridas de perna de cicatrização difícil, as úlceras varicosas. Os doentes são classificados em 6 tipos – C1 a C6 – de gravidade crescente. O tipo C1 define-se pela presença das telangiectasias, pequenas veias localizadas na intimidade da pele, de calibre até 3mm, que causam apenas distúrbio estético (chamadas popularmente de "vasinhos"). Os tipos C2 e demais caracterizam-se pela presença das varizes, isto é, veias localizadas no subcutâneo (abaixo da pele) de calibre maior que 3mm, acompanhadas ou não de complicações: C3 quando acompanhadas de edema (inchaço) da perna e pé; C4 quando além do edema há manchas, geralmente castanhas, e inflamações e descamação de pele (eczemas); C5 quando apresenta cicatriz de ferida provocada por DVC e C6 quando a ferida está aberta, não cicatrizada. Estas feridas demoram 2 a 6 meses para cicatrizar.

A DVC pode ser primária ou secundária. Há um defeito na parede das veias na DVC primária que leva a dilatação e impede que as válvulas se fechem adequadamente o que faz com que o sangue flua tanto no sentido ascendente, para o coração, quanto no descendente, para o pé. O retorno do sangue ao pé é chamado de refluxo venoso. A secundária é aquela que ocorre após trombose venosa profunda, na maioria das vezes. Nestes casos as veias principais podem estar obstruídas por trombos (coágulos) ou estes coágulos podem desaparecer espontaneamente pelos processos normais de cicatrização do organismo (recanalização), mas desaparece a função das válvulas venosas englobadas nestes processos. Alguns doentes podem ter a DVC congênita, nascem com defeitos nas veias dos membros. Estes defeitos são diagnosticados pela ultra-sonografia com Doppler (ECO-DOPPLER colorido). É exame muito importante para o planejamento de tratamento: identifica o refluxo venoso da DVC primária e as obstruções venosas ou os pontos em que houve trombose e recanalização das veias profundas ou superficiais.

Doença Venosa Crônica

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Entre 2005 e 2010 foram atendidas 5494 consultas novas e realizados 2789 tratamentos de varizes de grosso calibre. Resultado de levantamento feito na Spaço vascular mostra que após 3 anos 95% dos doentes tratados estavam sem varizes. As feridas de perna provocadas pelas varizes cicatrizaram após 15 a 30 dias na sua maioria.