Spaço Vascular

O tratamento para varizes

O tratamento é dividido em duas categorias: conservador e curativo.

Obs.: qualquer tratamento deve ser indicado por médico especialista.

Tratamento conservador

É o tratamento sintomático, isto é, dá conforto ao doente e evita complicações e evolução da doença. Neste grupo estão compressão e drogas veno-ativas.

Compressão
A compressão pode ser elástica ou inelástica.
A compressão elástica pode ser feita por meio da meia elástica ou faixas elásticas (distensíveis). Devem ser usadas durante o dia e retiradas à noite.

A compressão inelástica é aquela feita por bandagens ou dispositivos não distensíveis. A bota de Una, o CircAid e a polaina de Lucas são exemplos. A compressão existe quando o indivíduo está em pé; quando deitado deixa de haver compressão.

Drogas veno-ativas
Os medicamentos chamados veno-ativos são vários e importantes para alívio dos sintomas ou como coadjuvantes de tratamento. Formam grupo heterogêneo, alguns sintéticos, mas a maioria derivada de plantas. Não tem função na prevenção das varizes ou na sua cura. Melhoram as dores, as sensações de cansaço e peso e o inchaço das pernas. Contribuem na cicatrização das úlceras diminuindo a inflamação envolvida em todo processo.
As drogas veno-ativas usadas após tratamento curativo contribuem para diminuição de efeitos indesejáveis como manchas de pele, hematomas e equimoses (manchas roxas) e edema (inchaço).

Tratamento curativo

Os tratamentos ditos curativos são: a cirurgia convencional e as ablações térmica e não-térmica.

Ablação não-térmica - escleroterapia
A escleroterapía nas suas diversas formas está indicada em todos os estágios. É a destruição química ou farmacológica das veias doentes por meio de medicamentos chamados esclerosantes. São injetados no interior da veia e provocam inflamação que faz com que a veia se transforme em cicatriz imperceptível.
A injeção do esclerosante na forma de espuma é a maneira de aumentar a ação do medicamento.
Está indicada para tratamento de Distúrbio ou Doença Venosa Crônica.

Ablação térmica
A ablação térmica é a destruição pelo calor induzido no interior da veia doente por meio de cateteres especiais introduzidos por punção percutânea. Precisa de fonte de calor. Esta pode ser o LASER, a rádio-frequência e o vapor d’água.

Cirurgia de varizes
Esta operação consiste da retirada das veias doentes e da interrupção dos pontos que estejam com o fluxo invertido. O doente é anestesiado (anestesia geral, raquidiana ou epidural), a retirada das veias é feita através de cortes muito pequenos na pele que provocam cicatrizes mínimas e com aspecto estético muito bom.

Associação de técnicas de tratamento
Enfim, as várias técnicas de tratamento podem ser associadas com o intuito de obter o melhor resultado tanto do tratamento da doença venosa crônica quanto estético.

Comparação entre os tratamentos
O grande problema do tratamento curativo da Doença Venosa Crônica é a recorrência. Aproximadamente 25% dos doentes voltam e ter varizes após qualquer tratamento, por mais bem feito que seja. Esta é a razão da preferência atual pelos tratamentos minimamente invasivos feitos em consultório.
A vantagem da termo-ablação e da escleroterapia com espuma é serem minimamente invasivas, permitindo que o doente retorne a suas atividades habituais rapidamente após o tratamento. Ambas podem ser realizadas em regime de hospital-dia ou em consultórios preparados para tal fim.
O documento publicado recentemente em suplemento da revista International Angiology (Int Angiol, 2014, 33(2): 89-208) sobre “Tratamento das Desordens Venosas Crônicas dos Membros Inferiores – Diretrizes de acordo com evidência científica” (“Management of chronic venous disorders of the lower limbs – Guidelines according to scientific evidence”) elaborado por especialistas renomados sob os auspícios de “European Venous Fórum” (Fórum Venoso Europeu), “The Cardiovascular Disease Educational and Research Trust” (Associação para a Pesquisa e Educação em Doença Cardiovascular) do Reino Unido e “Union Internationale de Phlébologie” (União Internacional de Flebologia recomenda que os tratamentos minimamente invasivos devam ser a primeira escolha, deixando a cirurgia convencional para as pessoas alérgicas ao medicamento esclerosante ou que não possam arcar com os custos da ablação venosa térmica.

Tratamento da Doença Venosa Crônica na Spaço Vascular

O objetivo da Spaço Vascular é oferecer o melhor tratamento a custo baixo. Esta é a razão de adotar a escleroterapia eco-guiada com espuma de polidocanol para a Doença Venosa Crônica (varizes), em todas suas manifestações. Na prática obtém-se o mesmo resultado que o dos outros tratamentos.
Após a escleroterapia eco-guiada com espuma é feito o enfaixamento compressivo do membro com faixas elásticas que deve permanecer até o dia seguinte. Nos dias seguintes não há necessidade de enfaixamento ou do uso de meias elásticas. Pessoas cuja atividade implica em várias horas em pé para o trabalho devem usar meia elástica para maior conforto. Durante 30 dias o doente toma droga veno-ativa (uma cápsula uma vez ou duas por dia).
As varizes desaparecem após a primeira sessão em 70% dos casos e, após a segunda, em 95%. É necessário o acompanhamento por período mínimo de três meses para ter certeza da eficácia do método. Durante este tempo são feitos controles ultra-sonográficos.
A escleroterapia para vasinhos pode ser necessária para completar o tratamento, isto é, tratar as telangiectasias (vasinhos) como um complemento estético.
Os doentes que se apresentam com feridas nas pernas por causa da Doença Venosa Crônica necessitam da terapia de compressão até a cicatrização associada a curativos especiais. Nestes casos é necessário o uso da compressão inelástica, em geral a bota de una, que é trocada semanalmente ou da meia elástica.
A Spaço Vascular tratou até o momento 3743 (dez/2014) doentes classificados como C2 a C6 e pelo resultado preliminar verifica-se que 80% dos doentes permanecem sem varizes após 5 anos e aproximadamente 90% dos que se apresentaram com feridas de perna chegaram à cicatrização completa.