Quando operar varizes? Essa é a melhor escolha de tratamento?

Muitas pessoas têm dúvidas a respeito de quando operar varizes. Afinal, muito mais do que um problema estético, elas são, na verdade, uma doença que pode trazer complicações sérias para a saúde.
A cirurgia é um dos métodos eficientes para o tratamento das varizes e um dos mais antigos. O avanço do conhecimento médico tem permitido cada vez mais o desenvolvimento de técnicas com o menor índice de “agressão” ao indivíduo. É o caso, por exemplo, dos métodos realizados por vídeo, tornando vários procedimentos minimamente invasivos. Assim também ocorreu com os tratamentos para as varizes. É fundamental que as varizes sejam tratadas. Mesmo indolores no começo, elas podem seguir para um quadro mais grave, uma vez que a doença evolui em estágios, mais especificamente do 1 ao 6. A evolução deve ser evitada pois causa muitos sintomas e prejuízos significativos na qualidade de vida do indivíduo. Procedimentos por meio da escleroterapia com espuma, por exemplo, interrompem esta evolução.
Para saber mais sobre as técnicas de tratamento de varizes, continue a leitura!

Como é feita a cirurgia de varizes?

A cirurgia de varizes nem sempre é igual. Dependendo do profissional que a executa ou da característica da doença, ela pode ser feita com métodos diferentes. A seguir, vamos apresentar os principais.

Remoção da veia safena

A retirada da veia safena é indicada quando ela está dilatada e insuficiente. Esta insuficiência é caracterizada quando a dilatação chega a ponto de impedir a função de suas válvulas. O ecodoppler identifica a dilatação da veia e a disfunção de suas válvulas.
A veia safena corre por toda a perna do tornozelo até a virilha no meio da gordura logo abaixo da pele e por cima da musculatura. É a principal veia do sistema venoso superficial e a ela se dirigem todas as veias deste sistema. A proposta da cirurgia é a retirada das veias dilatadas e insuficientes, pois nestas veias o retorno do sangue ao coração está prejudicado, o que provoca os sintomas da Doença Venosa Crônica. A remoção da veia safena se acompanha da retirada de outras dilatadas e insuficientes do sistema superficial. Todas as outras veias do sistema venoso superficial normais permanecem e mantém a função do sistema adequada. Nem sempre a safena está dilatada e insuficiente e, nestes casos, pode ser preservada.
O ecodoppler deve ser considerado em conjunto com a avaliação médica do especialista. Este exame é o mapa que mostra as veias doentes que devem ser tratadas. É muito comum as pessoas encaminharem resultados do exame do ecodoppler por whatsapp e solicitarem tanto indicação de tratamento quanto o orçamento. Impossível fazer desta forma. Sem uma avaliação clínica – entrevista e exame físico não há como indicar um tratamento adequadamente. Como já disse o filósofo há muitos anos, medicina não é matemática. A melhor decisão e indicação é sempre dependente do diagnóstico e das condições clínicas do paciente.
No entanto, por ser uma cirurgia um pouco mais complexa, é possível que problemas ocorram. Nenhum paciente está livre de lesões nos nervos — o que pode acarretar perda de sensibilidade na região —, as tromboses e embolias pulmonares que ocorrem principalmente se a operação é feita sob anestesia geral.

Cirurgia das microvarizes

Outra opção são as microcirurgias, nas quais são feitas pequenas incisões e retiradas apenas as veias varicosas. Geralmente, a anestesia é local e o procedimento é feito no próprio consultório. É uma operação de menor risco, se comparada à retirada da safena, porém também exige o uso de anestesia.

LASER

É um tratamento minimamente invasivo. Uma fibra óptica é introduzida no interior da veia dilatada, frequentemente a safena. O calor produzido pela luz do LASER provoca queimadura no interior da veia que a destrói, transformando-a numa cicatriz imperceptível abaixo da pele. A veia desaparece sem ser retirada e a fibra óptica é introduzida por punção. Todos os métodos que usam calor são hoje chamados Ablação Térmica. As varizes não são retiradas como na cirurgia.
São 2 tipos de laser para tratamento das varizes: o endovenoso usado para a veia safena e o laser de superfície indicado para veias de até 3 mm de calibre que fazem saliência na pele. O método geralmente precisa ser complementado por outro: cirurgia das microvarizes ou escleroterapia.
A indicação, portanto, depende do diagnóstico preciso da lesão venosa feito durante a avaliação do médico. Embora muitas pessoas queiram realizar o método, uma parte delas não terá indicação.

Radiofrequência

A radiofrequência é outro método de fazer a ablação térmica. A fonte de calor é outra e em vez da fibra óptica é introduzido cateter especial. É método muito bom para tratamento de veia safena mas, tal como o LASER, necessita anestesia mesmo que local e geralmente é complementado por cirurgia das microvarizes ou escleroterapia.

Quais os riscos do procedimento?

Apesar de ser considerada uma cirurgia de baixo risco, operar varizes oferece algumas ameaças à saúde de quem passa por ela — como, aliás, qualquer procedimento médico invasivo ou não. A própria anestesia, embora seja segura, sempre é risco para qualquer paciente.
Uma das principais preocupações para quem vai se submeter a esse tipo de tratamento é a Trombose Venosa Profunda (TVP), ou seja, a formação de coágulos sanguíneos nas veias do sistema venoso profundo das pernas. Estima-se que a TVP ocorra em 0,5% a 1% destes tratamentos, inclusive com possibilidade de embolia pulmonar (0,3% dos casos). Existem remédios que podem prevenir estas complicações e, por meio da entrevista médica é possível identificar os doentes em risco e que precisem da prevenção medicamentosa.
Outros eventos adversos dos tratamentos das varizes podem ocorrer: manchas de pele, infecções pós-operatórias, cicatrizes e queloides (no caso das cirurgias convencionais).

Como o tratamento com espuma se diferencia dos outros tratamentos de varizes?

O método com espuma é um excelente tratamento minimamente invasivo para as varizes. A escleroterapia é indicada nos vários estágios das varizes, ou seja, do mais leve ao mais grave. Pode ser indicado para pessoas com mais de 60 anos de idade e com diabetes ou pressão alta, por exemplo. É realizado no consultório. Não é necessária a anestesia, mesmo que local e é muito seguro. Não há repouso de nenhum tipo, permitindo que o paciente retome imediatamente suas atividades de rotina. Esses são os principais diferenciais na comparação com a cirurgia tradicional, mas há mais vantagens.
Durante o procedimento, um equipamento de ultrassom, que permite ao médico visualizar o interior da veia (assim como se vê um bebê dentro do útero da mãe durante a gravidez). A punção da veia ou veias a serem tratadas é feita guiada pelo ultrassom. Ao injetar a espuma na veia, o profissional enxerga claramente sua passagem pelos vasos e identifica com precisão o tratamento efetuado. Como não há anestesia o paciente pode acompanhar seu tratamento além de seu acompanhante também poder permanecer na sala.
O acompanhamento do paciente com o ecodoppler no retorno é muito importante pois indicará se as veias doentes foram devidamente tratadas e eliminadas do organismo.

Quais as vantagens de fazer a escleroterapia com espuma na Spaço Vascular?

Com tudo que abordamos até aqui, já deu para entender que ao optar pela escleroterapia, os pacientes correm menos riscos. Mas como escolher um ótimo local para fazer o tratamento para varizes?
Na Spaço Vascular, é possível fazer a escleroterapia com espuma com profissionais altamente qualificados. Desde o diagnóstico — que também é feito com o suporte do ecodoppler — até o pós-tratamento, no qual os especialistas desempenham um papel importante durante a recuperação, tudo é feito pensando no bem-estar das pessoas e na eficácia do procedimento.
Outra vantagem é que a clínica permite a realização do tratamento sem a necessidade de internação hospitalar, ou seja, os pacientes passam pela consulta médica primorosa, o ecodoppler, recebem o diagnóstico e, tendo obtido a indicação após análise de fatores de risco, podem fazer a escleroterapia com espuma no mesmo local e no mesmo dia. Diferentemente de outros tipos de tratamento, tudo se resolve em único tempo. São necessárias, apenas, visitas para a reavaliação pós-tratamento e verificar a necessidade de mais algum procedimento. As sessões para tratamento dos vasinhos, se contratadas, podem ser feitas concomitantes aos retornos do tratamento das varizes ou posteriormente.
Por que passar por um procedimento cirúrgico doloroso, correr riscos de infecções hospitalares e passar por anestesia, além de um prolongado tempo de recuperação sem necessidade? Ou, ainda, realizar diversas sessões para tratar um problema que pode ser resolvido de forma muito mais simples e rápida? A verdade é que a cirurgia para varizes é um tratamento já ultrapassado, considerando-se que existem opções muito mais atrativas no mercado.
Esperamos que você tenha entendido mais a respeito de quando operar varizes e das alternativas disponíveis para os pacientes que sentem a necessidade de melhorar sua qualidade de vida e evitar problemas de saúde no futuro.
Se tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com a gente! Estamos esperando você para prestar um atendimento de alto nível.

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