Tratamento de varizes: quando é necessária a retirada da safena?

Grande parte dos pacientes submetidos à cirurgia de varizes passa pela retirada da safena. Esse tipo de tratamento é o mais convencional quando se trata de varizes sintomáticas, que provocam inchaço ou dores nas pernas. Entretanto, a indicação dessa cirurgia costuma gerar dúvidas em alguns pacientes. Por que é preciso retirar a veia? Não vai fazer falta mais tarde?
Se a safena estiver comprometida, significa que ela já não está sendo utilizada pelo sistema circulatório, por isso, sua remoção não causará prejuízo. No entanto, a medicina evoluiu e hoje existem outras alternativas para tratar as varizes.
Entenda melhor sobre a necessidade da retirada da safena neste post!

Como é a cirurgia de retirada da safena?

Um dos tratamentos mais comum de varizes é a cirurgia, porém, o procedimento nem sempre envolve a retirada da safena. 
As safenas são veias dos membros inferiores responsáveis por levar o sangue venoso de volta para a parte superior do corpo. Há duas em cada perna, uma que vai do tornozelo à virilha, pela parte interna da perna (safena magna) e outra que vai do tornozelo até a altura do joelho, pela parte externa do pé (safena parva). 
Quando dilatadas, as safenas deixam de promover o retorno venoso adequadamente, podendo sobrecarregar outras veias, causando inchaço e dores nas pernas. Para avaliar o acometimento da safena e determinar a necessidade de intervenção, é necessário realizar um exame ultrassom com doppler venoso (Ecodoppler) associado à avaliação clínica. 
O procedimento consiste na retirada total, ou parcial, da safena por meio de um corte na virilha e outro no joelho ou tornozelo, de acordo com cada caso. Em seguida, é introduzido um fio de metal ou plástico que é amarrado à veia, conduzindo sua extração. 

Qual é a alternativa à cirurgia?

Embora a safenectomia — nome da cirurgia de varizes que envolve a retirada da safena — seja realizada desde o início do século passado, atualmente existem outras opções menos invasivas para tratar o problema, como a escleroterapia com espuma.
Como qualquer procedimento cirúrgico, a safenectomia envolve anestesia, internação hospitalar, interrupção das atividades de rotina e riscos característicos de tratamentos invasivos.
Inicialmente, a escleroterapia era utilizada apenas no tratamento de vasinhos. Entretanto, sua indicação foi ampliada a partir do fim dos anos 1990, tendo sido aprovada pelo Ministério da Saúde como procedimento para fins não estéticos, realizado pelo SUS, em 2017.
Isso aconteceu devido ao surgimento da escleroterapia ecoguiada com espuma permitindo o tratamento de veias de calibres maiores, como a safena.

Como funciona o tratamento com espuma?

Também chamado de escleroterapia ecoguiada, o tratamento consiste na injeção de um agente esclerosante em forma de espuma, o polidocanol. Essa substância química promove a esclerose do vaso, inutilizando-o. 
O procedimento torna-se eficaz e seguro quando guiado por ultrassom e realizado por médico de varizes experiente e qualificado. Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, realizada em consultório e sem anestesia, podendo ser aplicada inclusive em pacientes que não seriam elegíveis para a cirurgia, como hipertensos e diabéticos.
Como mostramos, o tratamento de varizes envolvendo a safena tem diversas peculiaridades, desde a análise do comprometimento dessa veia ao conhecimento de todas as possibilidades de tratamento. Nesse cenário, é essencial buscar orientação profissional de qualidade e informar-se sobre os prós e contras de todos os tratamentos, garantindo um diagnóstico preciso.
A Spaço Vascular conta com uma equipe experiente e consultórios devidamente equipados, promovendo atendimento de excelência do diagnóstico ao tratamento. Por isso, se houver a indicação da retirada da safena, entre em contato conosco e marque uma consulta para avaliação.

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