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Varizes e Vasinhos: tratamento com espuma, rápido e eficiente.

As varizes e os vasinhos são veias e capilares mais salientes, que marcam a pele, e podem surgir em homens e mulheres.


São considerados a manifestação mais comum das doenças vasculares. Caracterizam a Doença Venosa Crônica. Afetam a saúde e a estética. As varizes causam dor e desconforto, além de poder desencadear trombose e úlcera venosa.


A doença venosa atinge, aproximadamente, 35% da população brasileira, sendo mais comum em mulheres e idosos.

Atualmente, existem procedimentos para tratar esta doença vascular, que podem ser feitos de diversas formas.


Há métodos mais ou menos invasivos, específicos para um determinado tipo de varizes ou vasinhos, e com níveis variados de complexidade.


Qual a diferença entre varizes e vasinhos


Varizes e vasinhos, mesmo que costumem ser confundidos, apresentam distinções quanto à aparência, causas e consequências.


Uma das principais diferenças entre esses dois problemas vasculares está na espessura da veia/capilar saliente. Os vasinhos costumam ter, aproximadamente, 1mm de diâmetro. Já as varizes, são maiores, podendo chegar a 30mm. Em geral, têm entre 7 e 8mm.


A coloração também apresenta diferenças: enquanto os vasinhos são avermelhados ou arroxeados, as varizes são azuladas ou esverdeadas.


Os vasinhos são capilares, geralmente agrupados, presentes na superfície da pele. Eles podem sofrer dilatação e ficarem visíveis, mas dificilmente, causam dores ou consequências mais graves à saúde. São chamados de telangiectasias e manifestam-se, mais frequentemente, nas pernas e rosto.


As telangiectasias podem ser causadas pela gravidez e obesidade. Ainda, pessoas que ficam muito tempo em pé também estão sujeitas a essa condição. Por fim, em casos mais graves, a causa dos vasinhos pode ser a insuficiência venosa crônica.


Quando a causa dos vasinhos é a insuficiência venosa eles se agrupam na região do tornozelo e pés.


Varizes são dilatações e tortuosidades das veias localizadas mais frequentemente nas pernas.


As veias são responsáveis por levar de volta o sangue das pernas ao coração! Dentro das nossas veiasválvulas que abrem para deixar o sangue passar no sentido do coração e fecham para que o sangue não caia para os pés.


Temos varizes quando há dificuldade de retorno do sangue das pernas ao coração! E sabe por quê?


Porque estas válvulas falham na sua função, permitindo o retorno de parte do sangue. O que deveria ir para o coração, permanece nas nossas pernas. Dessa forma, essas veias sofrem dilatação, o que pode deixar a área onde elas se encontram dolorida e inchada.


As veias dilatadas têm chances de causar graves problemas no indivíduo, incluindo trombose. Feridas nas pernas também podem ser provocadas por varizes. Até a embolia pulmonar pode ter relação com varizes.


Exatamente por isso, essa condição vascular deve ser tratada o quanto antes, evitando consequências mais graves no futuro.


As varizes também podem ser decorrência de gravidez ou por permanecer em pé ou parado por muito tempo durante a rotina de trabalho. Outros fatores de risco são sedentarismo, obesidade e hereditariedade. As partes do corpo onde as varizes mais se manifestam são pés e pernas.


Quais os tratamentos disponíveis para varizes e vasinhos


Os procedimentos usados para tratar pacientes com varizes ou vasinhos são divididos em dois tipos: conservadores e curativos.


Os tratamentos conservadores têm o objetivo de diminuir e controlar os sintomas. Estão nessa categoria a compressão, que pode ser elástica ou inelástica, e as drogas venoativas.

A compressão elástica pode ser feita com meias ou faixas distensíveis.


Entretanto o método inelástico, é realizado por meio de bandagens, Bota de Una, polaina de Lucas e outros dispositivos não distensíveis.


As drogas venoativas, por sua vez, são usadas em conjunto com outros procedimentos, pois não acabam com varizes ou vasinhos. A principal função do tratamento medicamentoso é a diminuição de dores e outros desconfortos.


Os tratamentos curativos é que possuem eficácia para acabar com as varizes por completo. Cirurgias, ablação térmica e ablação não-térmica (escleroterapia) fazem parte dessa categoria.


Deve-se sempre lembrar serem as varizes uma doença recorrente. Independentemente do método utilizado para o tratamento, novas veias doentes podem se formar e o indivíduo voltar a ter varizes.


A cirurgia é utilizada em caso de varizes. Esse tratamento consiste na retirada das veias prejudicadas a partir de pequenos cortes na pele, sem deixar grandes cicatrizes. A cirurgia requer alguns dias de repouso do paciente. Esse período de descanso é variável conforme a gravidade do caso, mas, geralmente, é de 15 dias.


Por ser um método invasivo, a cirurgia necessita de uso da anestesia (geral, raquidiana ou epidural).


Já a ablação térmica, utiliza o calor para queimar as veias doentes. Por meio da introdução de cateter dentro do vaso sanguíneo cuja extremidade transmite energia (vapor d’água, laser ou radiofrequência) que esquenta o interior das veias provocando uma queimadura que destrói a veia doente. Esse tratamento é menos invasivo que a cirurgia.


A ablação não-térmica, também chamada de escleroterapia, é um procedimento adequado tanto para varizes quanto para vasinhos. É um tipo de tratamento que pode ser realizado com introdução de substâncias esclerosantes na veia.


Este último, é feito com glicose (vasinhos) ou polidocanol (espuma para vasinhos e varizes de grande calibre, incluindo a veia safena).


Tratamento de varizes por espuma


A escleroterapia com espuma consiste na injeção de polidocanol, com concentração de 0,25% a 3%, nas veias ou capilares. Ao misturar o polidocanol com ar e agitar forma-se espuma branca.


Ao injetar esta espuma, ela demora de 30 a 60 segundos para se misturar com o sangue. Assim sua ação é na parede da veia doente que incha por dentro e impede a passagem do sangue. Após algum tempo a veia atrofia e fica imperceptível.


A escleroterapía na forma de espuma está indicada em todos os estágios da doença. É a destruição química ou farmacológica das veias doentes.


O tratamento com espuma é menos invasivo do que os processos cirúrgicos tradicionais ou com inserção de cateteres. Por esse motivo, é também um procedimento feito com rapidez (em torno de 30 minutos), que não requer anestesia.


O paciente também não precisa de repouso, tendo recuperação imediata e retornando para casa imediatamente após. A escleroterapia é, geralmente, feita no próprio consultório médico.


Outra vantagem da escleroterapia com espuma, é o baixo risco de complicações decorrentes do tratamento.


Em geral, trata-se de um procedimento de alta segurança, rapidez e eficácia, que resolve as varizes de uma única vez. É por ter tantos benefícios e facilidade que o tratamento com espuma tem sido utilizado como alternativa à cirurgia de varizes.


Ficou com alguma dúvida? Entre em contato.

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